Cidade do Vaticano, 13 fev (SIR) - A Igreja Católica deve utilizar os meios de comunicação para tentar conter o preconceito contra os migrantes, segundo defende o documento final do VI Congresso Mundial da Pastoral para os Migrantes e Refugiados, divulgado ontem. O texto pontua que os religiosos devem "contrabalançar a cobertura midiática negativa com programas de educação que falem da contribuição positiva dos migrantes na sociedade, da riqueza dos migrantes e de como eles podem ser mão-de-obra qualificada". O Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, presidido pelo arcebispo Antonio Maria Vegliò, recomenda também a promoção de "campanhas internacionais para combater publicamente a discriminação, a xenofobia e o racismo" e de projetos e encontros "para neutralizar os medos raciais e culturais, assim como a desconfiança". A Igreja Católica deve assumir "um papel de mediação e de advocacia entre estas pessoas e as autoridades locais", também "ajudando do ponto de vista médico, jurídico e de qualquer outro tipo". O documento ainda solicita que os bispos "intensifiquem os seus empenhos, condenando as violações dos direitos humanos dos imigrantes e sugerindo que edifícios não utilizados sejam colocados à disposição para satisfazer as necessidades temporárias de alojamento". "As dioceses", diz o documento final, "devem procurar promover ações concretas a fim de reduzir a crescente desconfiança recíproca entre imigrantes e refugiados e as comunidades de acolhimento". O VI Congresso Mundial da Pastoral para os Migrantes e Refugiados foi realizado no último mês de novembro, no Vaticano.
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