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Papa Francisco: Ideologia de gênero procura apagar diferenças entre homem e mulher

Vaticano, 05 Out. 17 / 04:30 pm (ACI).- O Papa Francisco criticou a ideologia de gênero ao denunciar que se reabriu “o caminho para a dignidade da pessoa neutralizando radicalmente a diferença sexual e, portanto, a compreensão do homem e da mulher não é correta”.

“Em vez de contrastar as interpretações negativas da diferença sexual, que mortificam seu valor irredutível para a dignidade humana, deseja-se cancelar o fato de tal diferença, propondo técnicas e práticas que a tornam irrelevante para o desenvolvimento da pessoa e para as relações humanas”.

Em um encontro com a Assembleia Plenária da Pontifícia Academia para a Vida, no Vaticano, presidida por Dom Vincenzo Paglia, o Papa fez uma entusiasmada defesa da vida e alertou contra movimentos que tentam mudar sua realidade.

Francisco criticou que “a utopia do ‘neutro’, remove seja a dignidade humana da constituição sexualmente diferente, seja a qualidade pessoal da transmissão generativa da vida”.

“A manipulação biológica e psíquica da diferença sexual, que a tecnologia biomédica permite vislumbrar como totalmente disponível à escolha da liberdade – emquanto não o é! – corre o risco assim de desmontar a fonte de energia que alimenta a aliança do homem e da mulher e a torna criativa e fecunda”.

O Bispo de Roma também deixou claro que, quando recebemos a vida como um dom, esta “nos regenera”, porque “nos enriquece”, e advertiu que, se essa realidade for rechaçada, “a nossa história não será renovada”.

Além disso, pediu para cuidar dos diversos estágios da vida, especialmente as crianças e idosos. “Uma sociedade na qual tudo isso só pode ser comprado e vendido, burocraticamente regulado e tecnicamente predisposto, é uma sociedade que já perdeu o sentido da vida”.

Em sua opinião, por isso “constroem cidades cada vez mais hostis às crianças, e comunidades mais inóspitas para os idosos, com muros sem portas e janelas” que, em vez de “proteger, na verdade sufocam”.

Fratura geracional
Por outro lado, o Pontífice refletiu sobre as novas tecnologias e a sua relação com a vida e falou acerca do “poder” das biotecnologias, “que agora permitem manipulações da vida até ontem impensáveis”.

“É urgente intensificar o estudo e o confronto sobre os efeitos de tal evolução da sociedade no sentido tecnológico para articular uma síntese antropológica que esteja à altura deste desafio do nosso tempo”.

“A inspiração de condutas coerentes com a dignidade humana diz respeito à teoria e à prática da ciência e da técnica em sua abordagem em relação à vida, ao seu sentido e valor”.

Francisco denunciou que o homem parece estar “na rápida disseminação de uma cultura obsessivamente centrada na soberania do homem em relação à realidade”.

Em seguida, denunciou a “egolatria”, isto é, “uma verdadeira adoração do ego”. “Esta 
perspectiva não é inofensiva, mas ela plasma um sujeito que olha constantemente para o espelho, até se tornar incapaz de dirigir o olhar para os outros e para o mundo”.

Além disso, denunciou o “materialismo tecnocrático” do qual sofrem mulheres e crianças em todo o mundo e reafirmou a ideia de que “um autêntico progresso científico e tecnológico deveria inspirar políticas mais humanas”.

Diante desta situação, “o mundo precisa de crentes que, com seriedade e alegria, sejam criativos e propositivos, humildes e corajosos, resolutamente decididos a recompor a fratura entre as gerações”.

“A condição adulta é uma vida capaz de responsabilidade e amor, seja em direção da geração futura seja em direção daquela passada. A vida dos pais e das mães em idade avançada, espera-se, seja honrada pelo que generosamente deu, não ser descartada por aquilo que não tem mais”.

Teologia da Criação
Francisco sublinhou a importância de uma teologia da Criação e da Redenção que “saiba se traduzir em palavras e gestos do amor por cada vida e por toda vida”.

Por isso, recordou que o relato bíblico da Criação precisa ser “reeleito novamente” para “apreciar toda a amplitude e profundidade do gesto do amor de Deus que confia à aliança do homem e da mulher na criação”.

“Esta aliança certamente é selada pela união de amor, pessoal e fecundo, que marca o caminho da transmissão da vida através do matrimônio e da família”.

O Papa também afirmou que “o homem e a mulher são chamados não apenas a falar-se de amor, mas a falar-se com amor, do que eles devem fazer para que a convivência humana se realize na luz do amor de Deus por cada criatura”.

Em Medellín, coração católico da Colômbia, o Papa propõe 3 atitudes para o discipulado

MEDELLIN, 09 Set. 17 / 07:07 pm (ACI).- À sua chegada a Medellín, a cidade mais católica da Colômbia, o Papa Francisco celebrou uma multitudinária Missa no aeroporto Enrique Olaya Herrera, onde propôs três atitudes chave para viver o discipulado: ir ao essencial, renovar-se e envolver-se.
Segundo cifras da prefeitura do Medellín, compareceram 1.293.000 pessoas à Eucaristia que se celebrou no dia da festa de São Pedro Claver, um sacerdote e missionário jesuíta espanhol que entregou sua vida para aliviar o sofrimento dos escravos na região de Cartagena.
Ao início da Missa o Papa pediu desculpas aos presentes pelo atraso de sua chegada por causa da chuva e agradeceu a todos por “sua paciência, por sua perseverança e por sua coragem”.
A celebração se emoldurou na jornada “A vida cristã como discipulado” e em sua homilia, o Santo Padre sublinhou 3 atitudes “que temos que plasmar em nossa vida de discípulos”.
Em primeiro lugar “ir ao essencial”, quer dizer, “ir ao profundo, ao que conta e tem valor para a vida”.
O Pontífice advertiu que o discipulado não pode ser “um apego frio a normas e leis”, tampouco “um cumprimento de certos atos externos”, nem “pode ser motivado simplesmente por um costume”.
O discipulado “a experiência da presença amigável, viva e operante do Senhor, uma permanente aprendizagem por meio da escuta de sua Palavra”, explicou. 
A segunda atitude é “renovar-se”, não segundo o próprio desejo mas guiados “pelo Espírito” e “sem apartar-se da esperança transmitida pela Boa Notícia”.
“A renovação não nos deve dar medo. A Igreja sempre está em renovação”, que “supõe sacrifício e valentia, não para considerar-se melhores ou mais pulcros, mas para responder melhor ao chamado do Senhor”, explicou.
A terceira atitude é “envolver-se, embora para alguns isso pareça sujar-se ou manchar-se”.
“Hoje nos é pedido crescer em arrojo, em uma coragem evangélica que brota de saber que são muitos os que têm fome, fome de Deus, quanta gente tem fome de Deus!, fome de dignidade, porque foram despojados”, disse o Papa.
“Irmãos, a Igreja não é uma alfândega, quer as portas abertas porque o coração de seu Deus não está não só aberto, mas transpassado pelo amor que se fez dor”, expressou.
“A Igreja não é nossa, irmãos, é de Deus; Ele é o dono do templo e do plantio; todos têm capacidade, todos são convidados a encontrar aqui e entre nós seu alimento.”, sustentou.
Ao finalizar a Missa, o Arcebispo do Medellín, Dom Ricardo Antonio Tobón Restrepo, expressou ao Papa “o mais vivo agradecimento por seu fecundo ministério e por sua presença benfeitora em meio de nós”.
“Há 31 anos recebíamos aqui São João Paulo II e hoje nos enche de gozo e de esperança sua presença”, disse Dom Tobón.
Como mostra de agradecimento, o Arcebispo de Medellín entregou ao Santo Padre uma imagem de Nossa Senhora da Candelária, Padroeira de Medellín, para que “ela guie seus passos, mantenha seu ardor, seja doçura e consolo nos momentos de prova da sua fecunda missão apostólica”.

Papa Francisco explica por que é importante o presépio em casa no Advento e no Natal



VATICANO, 21 Dez. 16 / 09:10 am (ACI).- Durante a Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco explicou a importância de ter o presépio em casa, além da necessidade de contemplar cada um de seus elementos no tempo do Advento e no Natal, porque também nele podemos encontrar uma fonte de esperança.
“Nas casas dos cristãos, durante o tempo do Advento, é preparado o presépio, segundo a tradição que remonta a São Francisco de Assis. Na sua simplicidade, o presépio transmite a esperança”, assinalou o Papa
“Antes de tudo, notamos o lugar em que nasceu Jesus: Belém. Pequena aldeia da Judeia onde mil anos antes tinha nascido Davi, pequeno pastor eleito por Deus como rei de Israel”.
O Pontífice recordou que Belém não era uma capital “e, por isso, é preferida da providência divina que ama agir através dos pequenos e dos humildes”. “Naquele lugar nasce o ‘filho de Davi’ tão esperado, Jesus, no qual a esperança de Deus e a esperança do homem se encontram”.
Depois, “olhamos para Maria, Mãe da esperança”. Francisco sublinhou que Maria, com seu “sim”, abriu a “Deus a porta do nosso mundo: o seu coração de jovem estava cheio de esperança, animada pela fé. E assim, Deus a escolheu e ela acreditou na sua Palavra”.
Francisco também sublinhou a importância da presença de São José: “Ao lado de Maria está José, descendente de Jessé e de Davi. Também ele acreditou na palavra do anjo e, olhando Jesus na manjedoura, medica que aquele Menino vem do Espírito Santo e que o próprio Deus ordenou chamá-lo ‘Jesus’. Naquele nome está a esperança para cada homem, porque através daquele filho de mulher, Deus salvará a humanidade da morte e do pecado”.
Do mesmo modo, destacou que “naquele presépio também estão os pastores, que representam os humildes e os pobres que esperavam o Messias, o conforto de Israel e a redenção de Jerusalém. Naquele Menino, eles veem a realização das promessas e esperam que a salvação de Deus chegue finalmente para cada um deles”.
Por último, destacou que “o coro dos anjos anuncia do alto o grande desígnio que esse Menino realiza: ‘glória a Deus no mais alto do céu e, sobre a terra, paz aos homens que Ele ama’. A esperança cristã se exprime no louvor e no agradecimento a Deus, que inaugurou seu Reino de amor, de justiça e de paz”.
O Papa Francisco ensinou que o Nascimento do Messias marca “o momento no qual a esperança entrou no mundo, com a encarnação do Filho de Deus”.
O Bispo de Roma recordou as profecias de Isaías: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho e a ele será dado o nome de Emanuel” e também, “Um rebento brotará do tronco de Jessé, e de suas raízes um renovo frutificará”.
“Nestes dois trechos se transmite o sentido do Natal: Deus realiza a promessa, fazendo-se homem. Não abandona o seu povo; aproxima-se até despir-se da sua divindade. Assim, Deus demonstra a sua fidelidade e inaugura um Reino novo, que doa uma nova esperança à humanidade: a vida eterna”.
Francisco indicou que, “quando se fala de esperança, frequentemente se refere àquilo que não está no poder do homem e que não é visível. De fato, o que esperamos vai além das nossas forças e do nosso olhar. Mas, o Natal de Cristo, inaugurando a redenção, nos fala de uma esperança diferente, uma esperança confiável, visível e compreensível, porque fundada em Deus”.
Esta esperança, explicou o Pontífice, “entra no mundo e nos doa a força de caminhar com Ele em direção da plenitude da vida; nos dá a força de estar de maneira nova no presente, apesar de fatigoso”.
Para o cristão, portanto, “a esperança significa a certeza de estar em caminho com Cristo em direção ao Pai, que nos espera. Esta esperança, que o Menino de Belém nos doa, oferece uma meta, um destino bom no presente, a salvação da humanidade, a santidade de quem confia em Deus misericordioso. São Paulo resume isto com esta expressão: ‘Na esperança fomos salvos’”.

Papa Francisco explica qual é a verdadeira razão da alegria do Natal


Vaticano, 11 Dez. 16 / 09:20 am (ACI).- Na oração do Ângelus na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco convidou todos os cristãos a estar alegres pelo nascimento de Jesus que está próximo, pois nos traz a salvação da escravidão do pecado.
“A salvação, trazida por Jesus, abarca todo ser humano e o regenera”, assinalou Francisco. “Deus entrou na história para livrar-nos da escravidão do pecado. Colocou sua tenda no meio de nós para partilhar a nossa existência, curar nossas feridas e dar-nos vida nova”.
“A alegria é o fruto desta intervenção de salvação e de amor de Deus”, ressaltou.
O Santo Padre assinalou que “somos chamados a deixar-nos envolver pelo sentimento de exultação, esta alegria... Um cristão que não é alegre, falta alguma coisa a ele ou não é cristão. A alegria do coração, a alegria interior, que nos leva adiante e nos dá coragem”.
“O Senhor vem, vem à nossa vida como libertador, vem libertar-nos de todas as escravidões interiores e exteriores. É Ele que nos indica o caminho da fidelidade, da paciência e da perseverança, porque, ao seu retorno, a nossa alegria será repleta”.
Francisco recordou que estamos no terceiro domingo do Advento, “caracterizado pelo convite de São Paulo: ‘Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos. O Senhor está próximo’”.
O Papa explicou que “não é uma alegria superficial ou puramente emotiva, nem mesmo uma alegria mundana ou aquela do consumismo”.
“Trata-se de uma alegria mais autêntica, da qual somos chamados a redescobrir o sabor. É uma alegria que toca o íntimo de nosso ser, enquanto esperamos Aquele que já veio trazer a salvação ao mundo, o Messias prometido, nascido em Belém da Virgem Maria”.
O Bispo de Roma destacou que os sinais da chegada do Natal “são evidentes pelas ruas e em nossas casas. Aqui, na praça, foi colocado o presépio, tendo ao lado a árvore. Estes sinais externos nos convidam a acolher o Senhor, que sempre vem e bate à nossa porta. Convida-nos a reconhecer seus passos entre os irmãos que passam por nós, especialmente os mais fracos e necessitados”.
“Hoje, somos convidados a nos alegrarmos pela vinda iminente de nosso Redentor e somos chamados a partilhar esta alegria com os outros, dando conforto e esperança aos pobres, aos doentes, às pessoas sozinhas infelizes”, finalizou.

7 meios espirituais para aproveitar ao máximo o Advento

O sacerdote, escritor e funcionário da Secretaria de Estado do Vaticano, Dom Florian Kolfhaus, compartilha 7 meios espirituais para todos os católicos que quiserem se preparar de uma maneira especial para receber Cristo no Natal.
A seguir, confira os 7 meios descritos em sua coluna publicada originalmente em CNA Deutsche:
1. Jejuar no Advento
Mesmo se as quatro semanas anteriores ao Natal têm um caráter “mais alegre” do que a penitência prévia à Páscoa, devemos esperar o aniversário de Jesus para celebrar a ceia de Natal.
Não é apenas um sacrifício que tem um valor espiritual, mas um sacrifício que nos ajuda na expectativa para o Natal.
2. Levantar-se 10 minutos mais cedo
Não é fácil levantar-se cedo de manhã, mas um pouco mais de tempo cada dia nos dá a oportunidade de começar bem o dia com Deus: uma oração pessoal de manhã, uma breve leitura das Escrituras, a oração do Rosário, etc.
São Josemaría Escrivá diz que o momento de se levantar é o “minuto heroico”, o qual decide sobre todo o dia.
A Bíblia nos diz que São José costumava se levantar rapidamente de um sonho e, sem dúvida, é um bom defensor daqueles que não podem deixar de lado a comodidade.
3. Dar presentes de coração
Todos os dias podemos dar um pequeno presente, carta ou imagem. Eu sempre me pergunto por que não alegrar alguém em cada dia de Advento?
É bom ter um plano prévio: dar de presente possivelmente uma fotografia preta e branca para um familiar, brinquedos dos meus filhos para um sobrinho, os casacos para um orfanato ou fazer biscoitos para uma casa de idosos.
4. Ter um tempo de silêncio todos os dias
Todos os dias de Advento, devemos contar com uma hora de silêncio. Nem rádio, nem telefone, nem televisão, nem música de fundo, mas aproveitar o tempo para os momentos de oração e reflexão. E se sentirmos agitação ou preocupações, devemos encaminhá-las para deixar que o Messias entre no coração. A paz externa e o silêncio interior quase limpam automaticamente a alma.
5. Visitar Jesus
O Natal não é do Papai Noel, mas do pequeno menino no presépio. Aqui é o Filho de Deus que nos alimenta verdadeiramente, tão pequeno e que despretensioso está presente em todos os tabernáculos.
O Natal é a celebração do “pão vivo” que desceu do céu como nosso alimento. Belém significa “casa do pão”.
Todos os dias podemos visitar a igreja, embora seja apenas por alguns minutos. Participar da Missa é uma maneira de devoção.
6. Confessar-se
Jesus nasce em um estábulo, na pobreza e na simplicidade, longe do barulho dos albergues. Entretanto, São José certamente teve que remover as teias de aranha e a sujeira ao redor; enquanto Nossa Senhora arrumou a roupa de cama limpa para preparar um bom lugar para o recém-nascido. Acima de tudo, tinham um coração cheio de amor puro.
Sem confissão não há um bom Natal para os católicos. A palha velha ou podre deve ser varrida do coração; outras vezes limpar o pó é suficiente, mas Jesus sempre quer encontrar uma morada onde possa repousar.
7. Devoção a Maria
Sem Maria não existiria Jesus. Sem Maria não poderíamos celebrar o Natal, porque o Filho de Deus não se tornaria homem. Portanto, o caminho à Belém é o da mãe de Jesus, que também é o nosso caminho.
Todos os dias, deve-se rezar o Rosário. Devemos rezar à Virgem Maria todos os dias do Advento para receber Jesus e não só na véspera de Natal.
Também devemos rezar pela maternidade de todas as mulheres que esperam ou perderam um filho nesses dias.
É necessário nos dirigirmos à nossa Mãe, pedir-lhe a sua intercessão em nossas necessidades, para agradecer-lhe pelo seu sim em Nazaré, pelo cuidado e pela criação de Jesus, pela sua ajuda maternal a Ele e a nós, por sua lealdade na Cruz.
Podemos lhe dar flores, uma oração especial ou uma pequena peregrinação a uma igreja. Também podemos lhe dar uma nova alegria todos os dias, possivelmente reconciliando-nos com velhos inimigos, renunciado nossos maus hábitos ou oferecendo as dificuldades que temos em nosso trabalho.
Por que fazemos tudo isto? Somente para fazê-la feliz. A fim de dar algo em troca do melhor presente de todos: Jesus!
Por ACI Digital

Papa Francisco: “Dar valor à esmola como obra de misericórdia”

O Papa Francisco conduziu a oração mariana do Angelus, deste domingo, 7, com os fiéis e peregrinos provenientes de várias partes do mundo que se reuniram na Praça São Pedro.
“No Evangelho de hoje, Jesus fala aos seus discípulos sobre a atitude a ser tomada em vista do encontro final com Ele, e explica como a expectativa deste encontro deve conduzir a uma vida rica de boas obras”, disse o Pontífice.

“Vendam os seus bens e deem o dinheiro em esmola. Façam bolsas que não envelhecem, um tesouro que não perde o seu valor no céu: lá o ladrão não chega, nem a traça rói”, diz Jesus no Evangelho.

“É um convite a dar valor à esmola como obra de misericórdia, a não colocar a confiança nos bens efêmeros, a usar as coisas sem apego e egoísmo, segundo a lógica de Deus, a lógica da atenção aos outros, a lógica do amor. Nós podemos ser muito apegados ao dinheiro, ter muitas coisas, mas no final, não podemos levar tudo isso conosco. Recordem que o sudário não tem bolsos”, frisou o Papa.

O ensinamento de Jesus prossegue com três parábolas breves sobre o tema da vigilância. “Isto é importante: a vigilância, estar atentos, ser vigilantes na vida”, disse o Papa.

A primeira é a Parábola dos Servos, ambientada na noite, onde Jesus prevê a vida como uma vigília de expectativa operante, um prelúdio ao luminoso dia da eternidade, segundo explicou o Santo Padre.

“Para ter acesso a essa vida é preciso estar preparado, vigilante e comprometido com o serviço aos outros, na perspectiva consoladora de que, de lá, não seremos nós a servir a Deus, mas Ele nos acolherá em sua mesa. Pensando bem, isto acontece já hoje toda vez que encontramos o Senhor na oração ou quando servimos os pobres, mas sobretudo na Eucaristia, onde Ele prepara um banquete para nos nutrir com a sua Palavra e seu Corpo”.
A segunda parábola tem como imagem a chegada imprevisível do ladrão. Este fato exige vigilância.

“O Evangelho esclarece esta perspectiva com a terceira parábola: o administrador de uma casa depois da partida do patrão. Na primeira parte, o administrador cumpre fielmente as suas tarefas e recebe a recompensa. Na segunda, o administrador abusa de sua autoridade e espanca os servos, e no retorno inesperado do patrão, será punido. Esta cena descreve uma situação frequente também em nossos dias: muitas injustiças, violências e maldades cotidianas nascem da ideia de nos comportar como patrões da vida dos outros. Temos um patrão que não gosta de ser chamado de patrão, mas como Pai. Somos servos, pecadores e filhos. Ele é o único Pai.”

“Jesus hoje nos recorda que a espera da bem-aventurança eterna não nos exime do compromisso de tornar o mundo mais justo e habitável. Aliás, esta nossa esperança de possuir o Reino na eternidade nos impulsiona a trabalhar para melhorar as condições da vida terrena, especialmente dos irmãos desfavorecidos”, disse ainda o Papa.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

Papa alerta sobre o consumismo a adolescentes: a vossa felicidade não tem preço

 
VATICANO, 24 Abr. 16 / 12:00 pm (ACI).- Papa Francisco disse na manhã de hoje a mais de 60.000 adolescentes que "o amor é a identidade do cristão, é o único documento válido para ser  discípulos de Jesus" e recordou que "a sua felicidade não tem preço".

"A vossa felicidade não tem preço, nem se comercializa. Não é um aplicativo que se descarrega do celular, nem a versão mais atualizada vos poderá ajudar a tornar-vos livres e grandes no amor”, sublinhou o Pontífice.

O Santo Padre presidiu hoje na Praça São Pedro o Jubileu dos Jovens, um das atividades do Ano Santo da Misericórdia.

Em sua homilia, o Papa deu alguns conselhos para ser verdadeiros discípulos do Senhor e os encorajou a ser livres e não cair nas mãos do comunismo e do afeto desordenado.

"Antes de mais nada, amar é belo, é o caminho para sermos felizes. Mas não é fácil: é exigente, requer esforço", reconheceu diante deles. "Agradeceis ao Senhor todos os dias? Mesmo que nos esqueçamos, Ele não Se esquece de nos oferecer cada dia um dom especial; não se trata de um presente que se possa ter materialmente nas mãos e usar, mas de um dom maior, um dom para a vida. Que nos oferece o Senhor? Oferece-nos uma amizade fiel, dom de que nunca nos privará. O Senhor é o amigo para sempre. Mesmo se o decepcionas e te afastas d’Ele, Jesus continua a amar-te e a permanecer junto de ti, continua a crer em ti mais de quanto crês tu em ti próprio”.

Sobre o afeto, o Santo Padre disse: "na vossa idade, surge também em vós, de modo novo, o desejo de vos afeiçoardes e de receberdes afeto. “Se fordes assíduos à escola do Senhor, Ele ensinar-vos-á a tornar mais belos também o afeto e a ternura”.

“Colocar-vos-á no coração um intuito bom: querer bem sem me apoderar, amar as pessoas sem querer possuí-las, mas deixando-as livres. Na verdade, há sempre a tentação de contaminar a pretensão afeição instintiva de tomar, "próprio" o que eu gosto. "

Em relação à cultura do consumismo, o Papa indicou que agrava esta tendência: "Mas, se se aperta muito uma coisa, esta mirra-se, estraga-se: depois fica-se dececionado, com o vazio dentro. Se ouvirdes a voz do Senhor, revelar-vos-á o segredo da ternura: cuidar da outra pessoa, o que significa respeitá-la, protegê-la e esperar por ela".
 
Em seguida, Francisco também falou de liberdade, consciente de que "nestes anos de juventude, sentis também um grande desejo de liberdade. Muitos dirão que ser livre significa fazer aquilo que se quer. Mas a isto é preciso saber dizer não. Se você não sabe dizer não, não é livre. Livre é aquele que sabe dizer sim e sabe dizer não. A liberdade não é poder fazer sempre aquilo que me apetece: isto nos torna fechados, distantes, nos impede de ser amigos abertos e sinceros; não é verdade que, quando eu estou bem, tudo está bem”.

"Ao contrário, a liberdade é o dom de poder escolher o bem. E é livre quem escolhe o bem, quem procura aquilo que agrada a Deus, ainda que custe. Mas só com opções corajosas e fortes é que se realizam os sonhos maiores, os sonhos pelos quais vale a pena gastar a vida”.  
Desconfiai de quem quer fazer-vos crer que valeis quando vos mascarais de fortes, como os heróis dos filmes, ou quando vestis pela última moda. 

Ao finalizar, o Papa explicou que "o amor é o dom livre de quem tem o coração aberto; o amor é uma responsabilidade, mas uma responsabilidade maravilhosa, que dura toda a vida; é o compromisso diário de quem sabe realizar grandes sonhos. O amor nutre-se de confiança”.

Canonização de Madre Teresa de Calcutá será no Vaticano

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O Papa Francisco vai presidir a canonização de Madre Teresa de Calcutá, na Praça São Pedro, no Vaticano. O local da celebração foi confirmado, nesta terça-feira, 19, pela Congregação para a Causa dos Santos. A canonização de Madre Teresa será no dia 4 de setembro.

O milagre atribuído à religiosa albanesa e que a levará à glória máxima dos altares foi a cura inexplicável de um homem brasileiro, que atualmente mora no Rio de Janeiro.
O calendário das beatificações e canonizações para 2016 prevê ainda as seguintes celebrações ao longo do ano:

– A beatificação de Valentim Palencia Marquina, em 23 de abril, em Burgos, na Espanha;
– A beatificação de Francisco Maria Greco, em 21 de maio, em Cosenza, na Itália;
– As canonizações de Estanislau de Jesus Maria e Maria Elisabeth Hesselblad, em 5 de junho, no Vaticano;

– A beatificação de Giacomo Abbondo, em 11 de junho, em Vercelli, na Itália;
– A beatificação de Maria Celeste Crostarosa, em 18 de junho, em Foggia, Itália;
– A beatificação de Ladislao Bukowinski, em 11 de setembro, em Qaraghandy, no Cazaquistão;

– A beatificação de Elisabetta Sanna, em 17 de setembro, em Codrongianos, na Itália;
– A beatificação de Engelmar Unzeitig, em 24 de setembro, em Würzburg, na Alemanha;
– As canonizações de José Sanchez del Rio e de José Gabriel do Rosário Brochero, em 16 de outubro, no Vaticano;

– A beatificação de Mario Borzaga, em 11 de dezembro, em Vientiane; no Laos.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

Nossa vida está segura nas mãos de Jesus, disse o Papa no Domingo do Bom Pastor

 

Vaticano, 17 Abr. 16 / 08:55 am (ACI).- O Papa Francisco presidiu neste Domingo do Bom Pastor o Regina Coeli e convidou os fiéis a não se deixar enganar pelo demônio, porque “a nossa vida já foi salva da perdição”.
“A nossa vida é plenamente segura nas mãos de Jesus e do Pai, que são uma coisa só: um único amor, uma única misericórdia, revelados para sempre no sacrifício da cruz”, explicou.
O Papa resumiu a parábola da ovelha perdida com a explicação de que “ninguém pode se dizer seguidor de Jesus, se não presta atenção à Sua voz”.
“Este ‘ouvinte’ não deve ser interpretado de maneira superficial, mas envolvente, a ponto de tornar possível um verdadeiro conhecimento recíproco, do qual pode surgir um seguimento generoso, expresso nas palavras ‘e elas me seguem’”.
Francisco advertiu que “trata-se de escutar não somente com o ouvido, mas com o coração” e sublinhou a relação que Jesus quer com cada pessoa. “Ele é o nosso guia, nosso mestre, nosso amigo, nosso modelo, mas, sobretudo, nosso Salvador”.
“Para salvar as ovelhas perdidas que somos todos nós, o Pastor fez-se cordeiro e se deixou imolar para tomar para si e tirar os pecados do mundo”, manifestou.
É um mistério que se renova “sobre o altar da Eucaristia”. “É ali onde as ovelhas se reúnem para se nutrir; é ali que se convertem em uma só coisa, entre eles e com o Bom Pastor”.
“Nada e ninguém poderá nos arrebatar das mãos de Jesus, porque nada e ninguém pode vencer o seu amor. O maligno, o grande inimigo de Deus e das suas criaturas, tenta de muitos modos nos arrebatar a vida eterna. Mas o maligno nada pode se não somos nós a abrir-lhe as portas de nossa alma, seguindo suas mentiras enganadoras”.

Papa Francisco: “A Igreja não é uma comunidade de seres perfeitos, mas de discípulos que seguem ao Senhor”

Papa Francisco 

Fonte: https://pt.zenit.org
Na catequese dessa semana o Papa Francisco focou na narração evangélica da vocação de Mateus. Publicamos abaixo o resumo que o Pontífice fez em português:

“A vocação de Mateus é uma grande lição que nos recorda que a Igreja não é uma comunidade de seres perfeitos, mas de discípulos que seguem ao Senhor porque se reconhecem pecadores e necessitados do seu perdão. Mateus era um publicano, coletor de impostos, considerado um pecador público. Ao chamá-lo, Jesus mostra aos pecadores que não olha para o seu passado, condição social ou convencionalismos exteriores. Ele não quer uma religiosidade de fachada, como a dos fariseus, a quem lembra que Deus quer a misericórdia e não sacrifício. De fato, para quem aceita o seu convite com um coração humilde e sincero, Jesus oferece um futuro novo, que significa também ser chamado a sentar-se na sua mesa. E a mesa de Jesus, que nos transforma e salva, é dupla: a mesa da palavra, onde Ele se revela para nós e nos fala como amigos, e a mesa da Eucaristia, onde Ele nos nutre com o seu corpo e renova a graça do Batismo”.

Ao final o Santo Padre cumprimentou os peregrinos de língua portuguesa presentes na Praça de São Pedro:

“De coração saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os brasileiros de Uberaba e Uruaçu. Queridos amigos, abandonemos a presunção de nos crermos mais justos e melhores do que os outros; ao contrário, reconheçamos que somos todos discípulos e pecadores necessitados de ser tocados pela misericórdia de Deus. Sobre vós e sobre vossas comunidades, desça a bênção do Senhor!”

Quaresma, tempo para podar a falsidade, mundanidade e indiferença

 

O Papa Francisco presidiu, na tarde desta quarta-feira (10/02), a missa de início da Quaresma, com o tradicional rito de imposição das Cinzas, na Basílica de São Pedro. Durante a celebração houve o envio dos Missionários da Misericórdia.

Em sua homilia, o pontífice sublinhou que “a Palavra de Deus, no início do caminho quaresmal, faz à Igreja e a cada um de nós dois convites. O primeiro, é o de São Paulo: Deixai-vos reconciliar com Deus.”

Reconciliação
“Não é simplesmente um bom conselho paterno e nem uma sugestão. É uma verdadeira e própria súplica em nome de Cristo. Vos suplicamos em nome de Cristo: deixai-vos reconciliar com Deus. Por que um apelo assim tão solene e sincero? Porque Cristo sabe que somos frágeis e pecadores, conhece a fraqueza de nosso coração, o vê ferido pelo mal que cometemos e sofremos. Ele sabe que precisamos de perdão, sabe que precisamos nos sentir amados para realizar o bem. Sozinhos não somos capazes. Por isso, o Apóstolo não nos diz para fazer alguma coisa, mas para nos deixar reconciliar com Deus, permitir que Ele nos perdoe, com confiança, porque Deus é maior que o nosso coração. Ele vence o pecado e nos reergue das misérias, se as confiamos a Ele. Cabe a nós reconhecer que precisamos de misericórdia. É o primeiro passo do caminho cristão. Trata-se de entrar pela porta aberta que é Cristo, onde Ele mesmo nos espera, o Salvador, e nos oferece uma vida nova e alegre.”

Vergonha
Segundo Francisco, podem haver alguns obstáculos que fecham as portas do coração. Um deles é “a tentação de blindar as portas, ou seja, conviver com o próprio pecado, minimizando-o, justificando-se sempre, pensando em não ser pior que os outros. Assim, porém, se trancam as fechaduras da alma e se permanece fechado dentro, prisioneiros do mal. Outro obstáculo é a vergonha de abrir a porta secreta do coração. Na realidade, a vergonha é um bom sintoma, pois indica que queremos nos desligar do mal. Todavia, nunca deve se transformar em temor ou medo”.

O terceiro obstáculo, segundo o Papa, é o de nos distanciar da porta. “Isso acontece quando nos enfurnamos em nossas misérias, quando remoemos continuamente, ligando entre si as coisas negativas, até chegar aos lugares mais escuros da alma. Então a tristeza que não queremos nos torna familiar, nos desencorajamos e somos mais fracos diante das tentações. Isso acontece porque permanecemos sós conosco, nos fechando e fugindo da luz, enquanto somente a graça do Senhor nos liberta. Deixemo-nos então reconciliar, ouvindo Jesus que diz a quem está cansado e oprimido: venha a mim. Não permanecer em si mesmo, mas ir até Ele. Ali há descanso e paz”, disse o pontífice.

Missionários da Misericórdia
Estavam presentes na celebração os Missionários da Misericórdia que receberam o mandato de ser sinais e instrumentos do perdão de Deus. “Queridos irmãos, que vocês possam ajudar a abrir as portas dos corações, a vencer a vergonha e a não fugir da luz. Que as suas mãos abençoem e reergam os irmãos e irmãs com paternidade. Que através de vocês o olhar e as mãos do Pai pousem sobre os filhos e curem suas feridas”, frisou o Papa.

O Santo Padre falou sobre o segundo convite de Deus feito por meio do Profeta Joel: ‘Voltem para mim de todo o coração’. “Se é preciso voltar é porque nos distanciamos. É o mistério do pecado: nos distanciamos de Deus, dos outros e de nós mesmos. Não é difícil se dar conta: Todos vemos como fazemos esforço para ter realmente confiança em Deus, de nos confiar a Ele como Pai, sem medo. Como é difícil amar os outros, em vez de pensar mal deles. Como nos custa fazer o bem verdadeiro, enquanto somos atraídos e seduzidos por tantas realidades materiais que se disperdem e no final nos deixam pobres. Junto desta história de pecado, Jesus inaugurou uma história de salvação. O Evangelho que abre a Quaresma nos convida a ser protagonistas, abraçando três remédios, três medicamentos que curam do pecado”, disse ainda Francisco.

Oração, caridade e jejum
“Em primeiro lugar a oração, expressão de abertura e confiança no Senhor: É o encontro pessoal com Ele, que encurta as distâncias criadas pelo pecado. Rezar significa dizer: “Não sou autossuficiente, preciso de você. Você é a minha vida e minha salvação. Em segundo, a caridade para superar a estranheza em relação aos outros. O amor verdadeiro, de fato, não é um ato exterior, não é dar algo de forma paternalista para tranquilizar a consciência, mas aceitar quem precisa de nosso tempo, de nossa amizade e nossa ajuda. É viver o silêncio, vencendo a tentação de nos satisfazer. Em terceiro lugar o jejum, a penitência para nos libertar das dependências em relação ao que passa e nos treinar para ser mais sensíveis e misericordiosos. É um convite à simplicidade e partilha: tirar algo de nossa mesa e nossos bens para reencontrar o bem verdadeiro da liberdade.”

“Voltem para mim”, diz o Senhor, “de todo o coração”. “Não somente com algum ato exterior, mas do profundo de nós mesmos. De fato, Jesus nos chama para viver a oração, a caridade e a penitência com coerência e autenticidade, vencendo a hipocrisia.”

Quaresma, tempo para podar a falsidade
“Que a Quaresma seja um tempo benéfico para podar a falsidade, a mundanidade e a indiferença; para não pensar que tudo vai bem se eu estou bem; para entender que o que conta não é a aprovação, a busca de sucesso ou consenso, mas a limpeza do coração e da vida; para reencontrar a identidade cristã, ou seja, o amor que serve, não o egoísmo que se serve. Coloquemo-nos a caminho juntos, como Igreja, recebendo as Cinzas e mantendo fixo o olhar no Crucifixo. Ele, amando-nos, nos convida a nos deixar reconciliar com Deus e a retornar a Ele, para nos reencontrar”, concluiu o Papa.

Por Rádio Vaticano

A violência em nome de Deus é uma blasfêmia, afirma o Papa após ataques terroristas

Vaticano, 16 Nov. 15 / 12:40 pm (ACI).- O Papa Francisco expressou novamente sua “profunda dor” pelos ataques terroristas “que durante a noite da sexta-feira ensanguentaram a França, causando numerosas vítimas”. Assegurou com determinação que, “utilizar o nome de Deus para justificar esse caminho é uma blasfêmia!”.

Após a oração do Ângelus na Praça de São Pedro, o Pontífice manifestou: “Tanta ‘barbárie’ deixa todos chocados e questionando como é possível o coração humano conceber tanto horror, que abalou não somente a França, mas, o mundo inteiro”.
“Ao Presidente da República Francesa e a todos os cidadãos ofereço a expressão de minha mais profunda condolência”.

“De maneira particular, estou próximo dos familiares de todos aqueles que faleceram e dos feridos. Diante de tais atos, não se pode deixar de condenar a inqualificável afronta à dignidade da pessoa humana”, disse o Santo Padre.

“Quero reafirmar com veemência que o caminho da violência e do ódio não resolve os problemas da humanidade!”, exclamou. Em seguida, convidou todos os presentes na Praça São Pedro a se unirem a ele em oração, confiando todas as vítimas desta tragédia à misericórdia de Deus.

“Que a Virgem Maria, Mãe de Misericórdia, inspire nos corações de todos pensamentos de sabedoria e propósitos de paz. Pedimos que proteja e cuide da querida nação francesa, da Europa e do mundo inteiro”.

Depois, o Pontífice e todos os fiéis reunidos na Praça de São Pedro, permaneceram alguns segundos em silêncio e, em seguida, rezaram a Ave Maria.

Durante o último sábado, em uma conversação Telefónica transmitida por TV2000, o Santo Padre manifestou também sua dor pelos ataques terroristas. “O sentimento é de comoção e de dor, não entendo, mas essas coisas são difíceis de entender, feitas por seres humanos”, disse o Pontífice ao começar a falar a respeito, muito emocionado. “Por isso, me sinto comovido e condoído, e rezo. Faço-me próximo do povo francês, tão amado, próximo dos familiares das vítimas e rezo por todos eles”, assegurou. Não existe uma justificativa “religiosa nem humana. Isto não é humano. Por isso estou próximo de toda a França, à qual quero muito bem”.

O Papa Francisco ainda enviou um telegrama de condolências através do Secretário de estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, ao Arcebispo de Paris, Cardeal André Vingt-Trois: “Uma vez mais, o Santo Padre condena energicamente a violência, que não pode resolver nada, e pede a Deus que inspire a todos pensamentos de paz e de solidariedade, e estende, sobre as famílias que estão sendo provadas e sobre todos os franceses, a abundância de suas benções”.

Na tarde e noite da sexta-feira, 13, vários terroristas islamistas cometeram sete atentados simultâneos em diferentes lugares da cidade.

Pouco depois das 21:30 (hora local) ocorreram diversas explosões na capital francesa. As primeiras perto do estádio de futebol, onde estava presente o Presidente da República Francesa, François Hollande. Quase ao mesmo tempo, um terrorista disparou indiscriminadamente contra quem jantava em dois restaurantes do centro da cidade.
Na sala de concertos Bataclan, entre dois e quatro terroristas começaram a atirar nas pessoas e detiveram centenas de pessoas. Algumas delas conseguiram escapar, mas cerca de 100 pessoas foram assassinadas. Alguns terroristas foram presos pelas forças de segurança e outros se suicidaram no mesmo local, como homem bomba.

A França decretou estado de emergência e fechou todas as suas fronteiras. As autoridades francesas, em colaboração às forças de segurança e serviços de inteligência da Europa investigam os fatos e já prenderam várias pessoas por sua relação aos terríveis atentados.